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  • Thais Shimabukuro

3 passos eficientes para ajudar você (mãe) nessa quarentena



O mundo está passando por um momento muito delicado. Ficamos preocupados com a nossa saúde e com a

saúde e bem estar dos nossos familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos.


Nós preocupamos com o nosso trabalho, a economia, desemprego, educação dos nossos filhos.


Recebemos mensagens e notícias a todo momento no celular. E sabendo que temos pessoas da família que fazem parte do grupo de risco, olhamos atentos cada notificação.


Nos preocupamos também com as pessoas mais velhas que às vezes não seguem as orientações necessárias. O isolamento é complicado. O distanciamento social não é fácil. O convívio 24 horas pode não ser um mar de rosas.


Muitos estão em quarentena, trabalhando em suas casas. Outros precisam continuar trabalhando.


Pensando em você, que assim como eu, é mãe e precisa conciliar afazeres domésticos, com momentos com filho, marido, trabalho, escrevi três dicas eficientes para te ajudar nessa quarentena.


Cuide de você em primeiro lugar. Não dá para cuidar de um filho, de uma casa, se não estiver bem.


Se o estudo de Desenvolvimento humano de Harvard diz que o segredo para viver mais, e com mais saúde e felicidade está na qualidade dos relacionamentos. Lembre-se que o seu relacionamento consigo mesmo é o mais duradouro. E logo precisa ser o melhor. Antes de ter um relacionamento bom com o outro, precisamos nós relacionar bem com a gente mesmo.


E para muitas a construção desse relacionamento saudável é a parte mais difícil.

Cuidar de você é essencial. Se organize para ter um momento dedicado somente para você. Esse momento tem que ser prazeroso para você. Isso para mim significa, momentos de gratidão, leitura, fazer uma atividade física (amo muay thai, correr, yoga e dança), estudar, massagem, meditar, e fazer terapia. A terapia me fez primeiro, ter consciência de como nosso passado pode impactar nosso relacionamento com os nossos filhos. E depois me ensinou a agir de uma maneira mais saudável.


Com nossos filhos percebemos que algumas de suas atitudes, disparam gatilhos que desencadeiam comportamentos um tanto imaturas, reativas e negativas. E que geram frustração, angústia, culpa.


Atitudes de nossos filhos (como birra, choro) podem despertar questões emocionais da nossa infância e provocar respostas que nós fazem agir de formas que não queremos.


Da próxima vez que agir de forma exagerada com seus filhos, crie o hábito de se perguntar: "Esta minha reação faz sentido?".


Se não fizer sentido, ter consciência já é um primeiro passo. Depois, pare para refletir de onde está vindo esses sentimentos e comportamentos. Muitas vezes repetimos de forma automática, os padrões de comportamento que tivemos na infância, e não precisamos agir da mesma forma que agiram conosco. Podemos usar as experiências anteriores para aprender a sermos o tipo de pais que queremos ser.  



As mulheres principalmente se orgulham em ser multitarefas. Mas será que isso realmente é eficiente?


O artigo How (and Why) to Stop Multitasking da Harvard Business Review, mostrou um estudo que as pessoas distraídas com o recebimento de e-mails e telefonemas têm uma queda de 10 pontos em seus QIs. E o impacto dessa queda é o mesmo que perder uma noite de sono. Pensamos que ao ser multitarefa estamos fazendo mais. Na realidade, nossa produtividade diminui em até 40%. Mudando rapidamente de uma coisa para outra, interrompendo-nos improdutivamente e perdendo tempo no processo. Ser multitarefa não é apenas ineficiente, é estressante.


Segundo esse artigo, a melhor maneira de evitar interrupções é desativá-las. O ambiente que você vive provoca distração. Por exemplo: crie um ambiente favorável e elimine a distração. Você decide criar o hábito de ler logo ao acordar, pois nessa hora, seu filho, marido ainda estão dormindo. O ambiente está mais tranquilo, você deixa o seu celular em modo silencioso em outro cômodo da sala e se foca em apenas ler.


Que mãe nunca foi trabalhar e sentiu culpa por não estar com seu filho? Ou quando estava com seu filho, estava pensando no trabalho e sentiu um desconforto?


O que ajuda a não sentir culpa nessas situações é FOCAR em apenas uma ÚNICA COISA. Quando fizer algo, faça com excelência e esteja 100% presente.


Quando estiver com o seu filho, esteja presente. Largue o celular, olhe nos olhos, ouça com atenção. Aprecie esse momento.


Estar presente nos liberta da culpa.


Criar o hábito de Meditar te ajuda a focar em uma única coisa. Meditar é acessível a todos. Você pode meditar em qualquer lugar. Você não precisa comprar nenhum equipamento especial. Não precisa dedicar horas do seu dia. Você pode ensinar meditação a seu filho. E é incrível como apenas alguns minutos podem mudar todo o seu dia, sua semana e até sua maneira de perceber a vida.



Shawn Achor, especialista em estudar a conexão entre felicidade e sucesso da Universidade de Harvard, descobriu que a realidade não necessariamente nós

molda, mas as percepções pelas quais o cérebro vê o mundo é que moldam a nossa realidade. Ele explica que se elevarmos o positivismo no presente nosso cérebro vivencia o que chamamos de vantagem da felicidade. Ou seja, a sua inteligência, criatividade, seu nível de energia aumentam. E descobriu que há maneiras de treinar o cérebro para que se torne mais positivo. Ele ensina que durante 21 dias consecutivos, podemos reprogramar o cérebro escrevendo três coisas novas pelas quais somos gratos. E que depois desse período o cérebro começou a ter um padrão de buscar primeiro o positivo.


Começar olhando as notícias do seu celular pode ser estressante. Então porque ao invés de se stressar logo ao acordar, praticar o exercício da gratidão ou meditação? E ao mandar uma mensagem, escrever um elogio ou agradecer uma pessoa especial para você?


- Na próxima vez que reclamar de alguém, pense em duas coisas boas sobre essa pessoa. Isso vai fazer você mudar a sua percepção. E lembre-se que reclamar, guardar mágoas só faz mal a você.


- Na próxima vez que seu filho tiver uma atitude, ao invés de pensar: "Como é difícil ser mãe. Estou surtando.", pense: "Meu filho me faz evoluir. Às vezes reclamava que queria ter mais tempo com meu filho, e agora tenho essa oportunidade, vou aproveitá-la".


E lembre-se, que se perder a paciência, isso não significa que não ama a sua família. Querer se dedicar ao trabalho não é o mesmo que não valorizar a sua família. Pensar que às vezes gostaria que seu filho estivesse na escola, não significa que você é uma péssima mãe. Ter um tempo somente para si, não é o mesmo que não querer mais estar casada.


Mude a sua percepção.


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